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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

REFLEXOLOGIA e DIABETES


Quase todo diabético tem (como quase todos nós) muita tensão acumulada.

A reflexologia é uma técnica em que, através da massagem dos pés, descarrega essa tensão dando UMA PROFUNDA SENSAÇÃO DE BEM ESTAR.

Existe mesmo um mapa em que todas as partes do corpo são projetadas na "planta" do pé.



Caso experimentem, agradeço o vosso comentário. A experiência vale por mil palavras.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Diabetes e qualidade de vida



Não se pode negar que a notícia de que alguém é portador de diabetes pode assustar, já que traz com ela a necessidade de mudanças importantes em hábitos e estilo de vida. Mas também é igualmente verdade que é plenamente possível conviver com a doença com qualidade e com alegria de viver, usando a diabetes com ponto de partida para mudanças que já se faziam necessárias e que só trazem ganhos à rotina e à saúde. É essa reflexão que gostaríamos de estimular, em comemoração ao Dia Mundial do Diabetes, 14 de novembro.

Como diabetes é uma falha no transporte da glicose para dentro das células, podemos pensar em duas maneiras de ajudar o corpo: a primeira é controlar a oferta de glicose no sangue e a segunda é receber ou produzir mais insulina para executar o transporte da glicose necessária à sobrevivência para dentro de nossas células. A segunda forma vai depender de medicamentos, naturais ou sintéticos, de acordo com a necessidade individual de cada um, receitados e acompanhados pelo médico endocrinologista. Mas a primeira forma de auxiliar nosso corpo a conviver bem com diabetes depende exclusivamente da aquisição de hábitos saudáveis de vida e nesse campo as terapias naturais podem auxiliar bastante. Coisas simples como respirar livremente, se alimentar adequadamente, dormir, beber água, movimentar-se e ter pensamentos saudáveis são tão fundamentais para equilibrar nosso corpo e nosso espírito quanto a dosagem correta de insulina necessária ao funcionamento adequado do organismo.

Observe-se

O controle da oferta de glicose deve ser feito, obviamente, pelo controle da dieta. Todo diabético sabe que tem que reduzir o consumo de doces e massas, alimentos ricos em glicose e em carboidratos - que também se transformam em glicose dentro do corpo. Mas o que é importante observar é de que maneira lidar com a ansiedade, o medo, a tolerância à frustração e os limites impostos por uma dieta.

Muitas vezes a gente escuta que basta que uma coisa seja proibida para que tenhamos muito mais vontade de fazer, não é mesmo? Isso é natural ao ser humano, mas nem por isso temos que aceitar sem buscar soluções pra este sentimento de ansiedade e frustração. No amplo leque das terapias naturais vale lembrar o uso de florais, de aromas, de técnicas respiratórias e meditativas, de práticas corporais, de reflexologia, técnicas que auxiliam a diminuição da compulsividade - aquele impulso de comer rapidamente e sem discriminação - e ajudam a estabelecer uma rotina diária saudável e equilibrada.

■Terapia floral - vários são os florais que auxiliam na redução de um comportamento compulsivo e no aumento da tolerância à frustração. Podemos citar o Chestnut Bud, que ajuda a quebrar círculos repetitivos, viciosos, facilitando o aprendizado de novos hábitos; Walnut, um floral importante para proteção e adaptação às fases de mudanças; Mimulus, para o medo da doença e Larch, para ter segurança de que se é capaz de seguir a dieta.
■Aromaterapia - muito importante num momento que temos que lidar com a dieta é se concentrar nos aromas naturais dos alimentos e perceber que eles também nos saciam. Além disso, o óleo essencial de lavanda com laranja ou bergamota (1 gota de cada) em um aromatizador no ambiente das refeições ou em um aromatizador pessoal ajuda a relaxar e diminuir a compulsividade.
■Práticas corporais, exercícios respiratórios e meditativos - muito se pode conseguir em equilíbrio incluindo-se duas ou três vezes na semana uma prática corporal, como yoga ou tai chi chuan. Mas também se pode alcançar excelentes benefícios corporais se apenas incluímos momentos de alongamento e respiração ao longo do dia. Uma das chaves para uma mudança de hábitos é a consciência. E estas práticas, muitas vezes bem breves, proporcionam momentos de clareza mental que ajudam nesta tomada de consciência da necessidade e dos benefícios de mudar.
■Reflexologia - massagem ou automassagem nos pés é por si só uma ação relaxante. Além disso, estimula os órgãos digestivos e também o pâncreas, responsável pela produção de insulina. Já a auriculoterapia (colocação de sementes ou esferas em pontos da orelha) contribui para uma boa circulação energética e o desbloqueio de pontos de tensão ajuda a conquista de um equilíbrio geral do corpo.
■Dicas indispensáveis, sempre - atenção à ingestão diária de água, mastigar bem e comer pausadamente evitando assuntos que aborreçam durante as refeições. Descanso e preparo para uma boa noite de sono, estabelecer um horário para uma reflexão diária ou uma leitura, ouvir ou tocar música, pintar, dançar e manter ativa sua vida social, além de participar de algum trabalho social, são atividades que redimensionam os desafios do dia a dia.
Enfim, podemos considerar que o diabetes é uma mensagem importante que o corpo emite pedindo a manutenção de hábitos mais saudáveis! E que temos aliados naturais para nós auxiliar na conquista de uma vida mais equilibrada e feliz!

domingo, 15 de maio de 2011

Olhos abertos nos seus pés





A prática de esportes é condição essencial para manter a qualidade de vida. Corra, caminhe, mas fique de olhos bem abertos nos seus pés

Antes de relaxar, após uma caminhada ou corrida, vale olhar com atenção para os pés à procura de bolhas ou machucados.

Sobram metáforas e frases que têm os pés como inspiração. Eles são nosso alicerce, nossa base, são eles que firmamos quando temos certeza de algo ou colocamos para o alto quando queremos passar a ideia de boa vida. E por aí vai. Tanta analogia não é gratuita: a parte final dos membros inferiores ajuda mesmo na sustentação do corpo. Para quem pratica esportes, como corrida e caminhada, os 26 ossos, os 107 ligamentos, as 33 articulações e dezenas de músculos dos pés precisam funcionar com afinação de orquestra. Por causa do alto impacto e da sobrecarga de movimentos, eles são facilmente afetados. Uma pisada errada aqui pode levar a uma dorzinha acolá e acabar com semanas de preparo e treinamento.

Para quem tem diabetes, a preocupação com os pés é ainda mais acentuada, pois essa região do corpo é suscetível a uma série de problemas conhecidos genericamente como pé diabético. Isso não quer dizer que é preciso tratar os pés como joias intocáveis. Ao contrário: colocá-los em movimento com o exercício ajuda não apenas a afastar problemas nas extremidades dos membros inferiores como pode melhorar bastante o controle glicêmico. A diferença está na atenção especial e diferenciada que se deve dar a essa parte do corpo.

“A recomendação é que os pés sejam examinados antes e depois da atividade física”, diz o professor William Ricardo Komatsu, coordenador do departamento de atividade física da Sociedade Brasileira de Diabetes - SBD. Observando e tocando, deve-se procurar por bolhas, cortes ou perda de sensibilidade.

Atividade aeróbia ajuda a manter os níveis glicêmicos e ainda dá um tremendo bem-estar

“A principal recomendação para quem tem diabetes é que o tênis seja um ou dois números maior que o do sapato, além de ter o calcanhar um pouco elevado, para absorver melhor o impacto, e um solado que obedeça à forma do pé – se ele é pronado ou supinado, por exemplo”, explica o professor Komatsu.

Para quem não é familiar aos termos, eis as explicações: na pisada pronada, o pé toca o chão primeiro na região do dedinho e termina no dedão; na supinada, acontece o contrário, começa no dedão e termina na parte externa do pé. Existem tênis adequados para cada tipo e eles fazem muita diferença na hora de evitar lesões que podem comprometer tornozelos, joelhos e até mesmo a coluna.

A preocupação com essas lesões é igual para todo corredor. “Não existe nenhum trabalho científico que associe o fato de a pessoa ser diabética com a maior incidência de lesões”, confirma o médico Rogério Teixeira da Silva, coordenador do NEO (Núcleo de Estudos em Esportes e Ortopedia). “O que temos de nos preocupar é com a indicação adequada de calçados”, complementa.

Dicas de quem encarou o desafio

“Compre um bom tênis e uma pochete de running para colocar o monitor de glicemia e os alimentos, em caso de hipos. Comece com 15 minutinhos, três vezes por semana, alternando corrida e caminhada. Quando conseguir correr uns 30 minutos, inscreva-se em uma prova de 5 km e convoque um amigo para ir com você para se sentir mais seguro. Escreva atrás do número de peito que você tem diabetes — há pulseiras de identificação também, vale a pena! —, qual medicação usa e telefones de emergência. Depois da primeira prova, vira rotina e fica fácil!”

“A primeira coisa que quem tem diabetes deve ter em mente é começar sem medo de se sentir deslocado. A segunda é encontrar alguém que já tenha uma rotina de corridas, tendo diabetes ou não, e ambos inscreverem-se em uma caminhada ou uma corrida de 5 km. Ter uma prova no nosso calendário é sempre motivador. Começar a correr é como tomar uma chuva: os primeiros pingos sempre incomodam, mas, depois que estamos encharcados, a chuva torna-se tão agradável!”

“O pé diabético é um problema que tende a acometer pessoas que não fazem bom controle glicêmico e estão sujeitas a complicações”, alerta a professora doutora da Unifesp, Odete Oliveira, enfermeira especializada em diabetes

Pedra no sapato

Pé diabético é um termo usado para várias condições que podem afetar os membros inferiores. A mais comum é a neuropatia periférica, caracterizada pela perda da sensibilidade nessa região. Ela normalmente começa nos dedos e cresce pelos pés. O grande problema é que, muitas vezes, ela só é detectada tardiamente, após uma lesão ou ferida nos pés. O quadro pode evoluir para necrose do tecido e, em casos mais graves, levar à amputação. Daí a importância de sempre tocar e examinar os pés, independentemente da prática de exercícios.

Fique atento aos seguintes sintomas:
› formigamento
› pontadas
› queimação ou dor
› incapacidade de sentir frio ou calor ou ainda sensibilidade extrema ao toque
› perda de coordenação motora e dos reflexos
› cãibras e fraqueza

Carinho para os pés
Cuidados válidos para pés de esportistas ou mesmo de quem não é:
› Lave os pés cuidadosamente e seque-os bem, podendo usar até um secador de cabelos para garantir que não sobre umidade
› Corte as unhas acompanhando o formato dos dedos. Se o médico achar necessário, deixe o trabalho de cortar as unhas para um podólogo
› Use meias de algodão adequadas para corrida e descarte-as quando o tecido começar a fazer bolinhas
› Compre tênis de corrida sempre um ou dois números maior que o usual. O cabedal (o “corpo” em tecido do calçado) deve ter um material especial, que permita a transpiração adequada, evitando maior atrito na hora da prática esportiva
› Em corridas de longa distância (acima de 10 km), aplique um pouco de vaselina nos pés para evitar atrito e bolhas. Há corredores que usam dedais de silicone ou colocam esparadrapo entre os dedos com o mesmo objetivo
› Massageie os pés após a corrida e veja se não ficou nenhum machucado
› Caso sinta alguma alteração na sensibilidade dos pés ou alguma lesão na pele ou nas unhas, procure o médico

domingo, 26 de dezembro de 2010

Diabetes: Seus pés merecem o máximo de atenção e proteção


Entre as complicações crônicas que acometem mais rapidamente aquelas pessoas que não fazem um controle adequado de seus níveis de glicemia no sangue, está o pé diabético.

A prevenção passa a ser imprescindível para evitar esse tipo de complicação do diabetes, pois como se sabe, pode levar a danos irreparáveis, como por exemplo a amputação dos membros inferiores.

Para o médico ortopedista e fisiatra Dr. José Norberto Giordano, as pessoas com diabetes no decorrer do tempo costumam apresentar problemas circulatórios nos membros inferiores. Neste caso, além de o paciente receber acompanhamento de um cirurgião vascular, ele deve estar atento para alguns cuidados extras: "é muito comum que a perda da sensibilidade nas pernas e nos pés o impeçam de perceber o início de uma infecção, por exemplo.

Por isso, é vital estar atento às mínimas ocorrências.

Infelizmente, os pacientes não procuram ajuda médica tão logo percebem algum problema, deixando a situaçãose agravar. Só então recorrem ao pronto-atendimento hospitalar. Na maioria das vezes, se tivesse sido constatado no início, poderia se evitar os casos extremos como a amputação", alerta.

O uso de bebidas alcoólicas, o cigarro, a hiperglicemia e a obesidade podem contribuir para o aparecimento precoce da neuropatia diabética, o Dr. Giordano revela:

"não fumar e fazer um bom controle de seus níveis glicêmicos são as duas principais armas para evitar as complicações. Procure ter uma alimentação balanceada e praticar exercícios físicos com regularidade, sempre com orientação do seu médico e de um nutricionista. Com certeza esses cuidados poderão lhe proporcionar melhor qualidade de vida".

PRINCIPAIS CUIDADOS COM O PÉ DIABÉTICO

Inspecionar pernas e pés frequentemente. Caso não seja possível, peça para alguém da família ajudar.

Fissuras, rachaduras e micoses de unha são uma porta de entrada para infecções, devendo ser tratadas desde o início.

Toda deformidade óssea e/ou muscular deve receber acompanhamento médico.

Quem tem diabetes deve ser bastante criterioso na escolha dos calçados, que devem ser confortáveis e garantir estabilidade. Sapatos que provocam bolhas, joanetes, calosidades ou deformidades devem ser substituídos imediatamente.

Evitar passar muito tempo em pé ou sentado, para não comprometer ainda mais a circulação das pernas e provocar complicações. O ideal é que a pessoa faça pausas pequenas e caminhadas para ativar a circulação sangüínea.

O que se deve e o que não se deve fazer

Sapatos e meias de tamanho inadequado podem causar bolhas, feridas, alterações nos dedos e calos.

Sempre use meias de algodão e sapatos.

Os pés devem estar limpos e secos antes de calçar as meias.

Troque as meias todos os dias.

Verifique se há pedras ou partes ásperas nos sapatos antes de calçá-los.

Use sapatos com cadarços.

Acostume-se aos sapatos novos gradualmente - use-os de 1 a 2 horas por dia.

Compre sapatos novos no final do dia, quando seus pés estão inchados.

Nunca caminhe com os pés descalços em ambientes externos ou internos, nem mesmo na praia.

Meias não devem ser excessivamente apertadas ou grandes.

Não use meias com furos ou que tenham sido remendadas.

Não utilize chinelos de dedo.

Não use sapatos abertos ou com salto.


Por Iris Nunes Rodrigues
Fonte: www.comunidadediabetes.com.br